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Sintra / Cacém

Encerrou o Festival Internacional de Marionetas
de Sintra



Foram quatro os espectáculos, que tiveram como protagonistas marionetas nacionais e internacio- nais, que integraram o Festival Internacional de Marionetas de Sintra nos dias 28 de Novembro e 5, 12 e 19 de Dezembro no Auditório António Silva, no Cacém. Participou o grupo Karromato, da República Checa, o Tanxarina, de Espanha, o Teatro de Marionetas do Porto e , no último sábado, a encerrar o ciclo de espectáculos, o Fio d’Azeite, que faz parte do Chão de Oliva – Centro de Difusão Cultural, principal organizador do Festival, com a peça “O Rei vai nu”.


Foto: João Vasco

Cacém

Festa de Natal

Realiza-se no dia 13, pelas 10.30h, a festa de Natal da Escola Gama Barros, que conta com o apoio do comércio local e da Animagest. A festa, a concretizar-se na própria escola, tem entrada gratuita e inclui insufláveis, ateliês, jogos tradicionais, palhaços e ainda lembranças oferecidas pelo Pai e a Mãe Natal.

Cacém / Sintra




Teatro de Marionetas do Porto dia 12 no Cacém

Realizou-se no dia 5, no Auditório António Silva, no Cacém, mais um espectáculo de marionetas integrado no Festival Internacional de Marionetas de Sintra, promovido pelo Chão de Oliva – Centro de Difusão Cultural. Desta vez, foi a prestigiada companhia espanhola Tanxarina Titeres que apresentou o “Sombreiros sem Chapéu”. Numa mistura de teatro de sombras com marionetas, a apresentação, a cargo de Eduardo Rodriguez, Miguel Borlnei e Andréi Giráldei, foi versátil e divertida, incluindo diversas personagens e até um concerto musical.

No dia 12 do corrente, pelas 16h e no mesmo sítio é a vez do Teatro de Marionetas do Porto apresentar o seu espectáculo, “Cinderela”.





Fonte: Chão de Oliva
Fotos: João Vasco

Cacém / Sintra

Marionetas nacionais e internacionais
“actuam” no Cacém

Começou no dia 28 de Novembro o Festival Internacional de Marionetas de Sintra (FIMS) no Auditório Municipal António Silva, no Cacém. E começou bem, com uma sala esgotada para ver o espectáculo Wooden Circus, do consagrado grupo checo Karromato. Para todas as idades, a actuação despertou sorrisos com as marionetas de fio a representarem o circo de forma alegre e quase bizarra, trazendo a nostalgia dos palhaços, dos animais e das acrobacias circences. Na cerimónia de estreia estiveram presentes, para além do representante da Câmara Municipal de Sintra, a embaixatriz e secretários da República Checa, e representantes de empresas patrocinadoras do evento.



>>>>>Nuno Correia Pinto (Director Artístico do FIMS); Dr.ª Maria João Raposo (Directora Municipal do Departamento da Cultura e Turismo); Kiko e Pavla (Actores-Marionetistas); Sr.ª Embaixatriz Marketa Sarbochova (República Checa); filho da Embaixatriz; Sr.ª Lucie Lachoutová (Cônsul, Adida Cultural e de Imprensa da Embaixada da República Checa); Marido da Embaixatriz








>>>>>Kiko e Pavla (Actores-Marionetistas da Companhia Karromato) nos bastidores a prepararem as marionetas.









O FIMS, que terá a periodicidade bianual, não quer ser mais um festival de marionetas. Antes procura uma identidade própria através de uma programação que dá relevo à multidisciplinaridade, à valorização da imagem e do movimento, à paridade dos elementos visuais activos e dinâmicos. Eixo fundamental na programação do FIMS é a extensão às outras artes, numa pesquisa voltada para as preocupações contemporâneas das artes vivas.






>>>>> Dr. Orlando Teixeira (Director Geral da Skoda, um dos Apoiantes do FIMS); Nuno Correia Pinto (Director Artístico do FIMS); Sr.ª Embaixatriz Marketa Sarbochova da República Checa (apoiante do FIMS)









>>>>>Dr.ª Marketa Sarbochova, Embaixatriz da República Checa cumprimentando a marioneta “Palhaço”








A programação, do Chão de Oliva, é financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes, Câmara Municipal de Sintra e Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel e em parceria com a Embaixada da República Checa, Câmara Municipal de Leiria, Câmara Municipal de Palmela, Festafife e Teatro de Marionetas do Porto.


No final as crianças apreciaram as marionetas de perto


Esta festa das marionetas em Sintra prolongar-se-á até 19 de Dezembro com a apresentação, aos sábados, pelas 16h, respectivamente dos grupos Tanxarina (Espanha), Teatro de Marionetas do Porto – a grande e obrigatória referência do teatro de marionetas em Portugal – e o grupo anfitrião, o Fio D’Azeite/Marionetas Chão de Oliva.



Marionetas do espectáculo "Wooden Circus" do grupo de marionetas "Karromato"

Agualva-Cacém





Na comemoração do 78.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém


Bombeiros galardoam e promovem efectivos

A Associação dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém comemorou este mês o seu 78.º aniversário, com várias cerimónias que tiveram início na passada sexta-feira, se prolongaram pelo sábado e domingo, sendo a tarde deste dia consagrado à sessão solene na qual foram promovidos a bombeiros de 3.ª classe vários elementos, promovidos alguns bombeiros a postos imediatos, galardoados outros pelos anos de serviço ou por serviços distintos. Homenageados foram ainda os associados com 50 anos de filiação na associação.

A manhã do passado domingo, dia 15, foi consagrada a homenagear bombeiros da corporação já falecidos, com romagem ao talhão privativo dos bombeiros no cemitério do Cacém e a outros locais de culto ao bombeiro, sendo a tarde destinada à sessão solene comemorativa do 78.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Agualva -Cacém (BVAC), a qual teve início no parque de viaturas do quartel, em virtude da chuva, onde Marco Almeida vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, cumprimentou o corpo activo em parada e foram galardoados alguns bombeiros pelos anos de serviço. Seguidamente, no salão nobre, perante uma grande assistência e o corpo activo em formatura, e com a mesa de honra constituída por várias individualidades ligadas aos organismos superiores de bombeiros, alguns autarcas e Marco Almeida, decorreu a cerimónia de galardoamento de bombeiros pelos 25 e 30 anos de serviço, a promoção de supranumerários a bombeiros de 3.ª classe, promovida a ajudante de comando a bombeira de 1.ª classe Sónia Monteiro, galardoados, por proposta da Liga dos Bombeiros Portugueses com a Medalha de Serviços Distintos (grau ouro) o presidente da direcção, Luís Silva, e com o crachá de ouro o bombeiro de 2.ª classe Nuno Rios. No momento de receber na lapela a medalha com que foi distinguido, acto de que se encarregou Marco Almeida, Luís Silva afirmou repartir aquela honra com todo o corpo activo.

Na hora dos discursos, Luís Pimentel, comandante da corporação, afirmou que “o nosso corpo de bombeiros é dos que mais serviços efectua a nível do distrito, mas este facto tem mais valor se atendermos à restrição dos meios postos à nossa disposição”. E acrescentou, acusador: “Ano após ano andamos a demonstrar o nosso desagrado pelas coisas menos boas que nos fazem, mas o resultado é sempre o mesmo (nenhum). Não vale a pena falar! Autarquias, tutela, legislação, Escola de Bombeiros! Mas Luís Pimentel prestou “alguns justos agradecimentos”, entre os quais referiu os bombeiros e as suas famílias, apelando em seguida a que “abandonemos os ódios instalados, porque testemunhar brigas e incompreensões faz-me perder a fé no ser humano, mas quero voltar a ser bombeiro sem ter que desconfiar do futuro”.

Supranumerários promovidos a bombeiros de 3.ª classe


“Juntos tornaremos a nossa associação maior e melhor”
“Quando assumimos a responsabilidade de liderar os destinos desta nobre associação fizemo-lo conscientes de que a mesma se encontrava mergulhada em ‘guerrilhas’ internas e financeiramente em estado de falência técnica; abraçámos este desafio porque para nós os bombeiros e as suas associações fazem sentido. E fazem sentido como escolas que foram de democracia, fazem sentido como instituições que desinteressadamente estão sempre na linha da frente na resposta ao apelo das pessoas, lutando com os seus meios humanos e patrimoniais no socorro a pessoas e bens”.

E Luís Silva continuou: “Face ao quadro encontrado houve que fazer opções, definir estratégias, planear e enfrentar com denodo e coragem o quadro adverso que à partida encontrámos, e porque acreditamos que o melhor património das instituições são as pessoas, definimos desde logo como prioridade a reposição de relações humanas de franca camaradagem”. “Assumimos uma estrutura gravemente endividada, e é claro que quando os recursos são escassos as opções assumidas não são, manifestamente, do agrado de todos, mas nós optámos claramente pela contenção de despesas”, reforçou o presidente Luís Silva, acrescentando que “assim, podemos hoje dizer com orgulho que passados que são quase dois anos da nossa administração podemos afirmar que cumprimos os objectivos que nos propusemos – saneámos financeiramente a associação, investimos em equipamentos de optimização e controlo”. E a seguir: “Contámos na nossa gestão com o incondicional apoio da Câmara Municipal de Sintra e dos órgãos da tutela, e acreditamos poder continuar a contar. Contem connosco, nós contamos convosco”. E finalizou: “Obrigado a todos. Juntos tornaremos a nossa associação maior e melhor”.

“Aqui nos Bombeiros também me sinto em casa”
Encerrou a cerimónia o vice-presidente da Câmara, Marco Almeida, que afirmou estar ali em representação da Câmara Municipal e do presidente Fernando Seara, acentuando que a mesma constituía também um bom motivo pessoal para ali estar, já que veio viver para Agualva-Cacém com 5 anos. “Aqui cresci, aqui estudei, aqui fiz amigos que ainda hoje preservo, aqui iniciei a minha vida de autarca no então executivo da Junta de Freguesia de Agualva-Cacém, pelo que conheço bem esta terra, identifico-me com grande parte das suas gentes e percebo também as expectativas que as instituições desta cidade têm no seu dia-a-dia, e acreditem que aqui nos Bombeiros também me sinto em casa, porque aqui encontro diferentes comunidades locais, que verdadeiramente são activas, e existe nestas instituições do concelho e em particular da cidade de Agualva-Cacém gente que constitui um bom exemplo, gente muitas vezes anónima, mas que no seu dia-a-dia ajuda e contribui para a dignificação e a qualificação da sociedade em que vivemos”.

E dirigindo-se ao presidente da direcção dos BVAC, o vice-presidente da Câmara afirmou: “Caro Luís Silva; como presidente da direcção desta associação é também um bom exemplo para que outros sigam os seus passos, se envolvam na partilha de projectos das instituições que visam essencialmente beneficiar a população, e quero acrescentar que outro motivo que me conforta e que entendo ser um dos essenciais para estar aqui a representar a Câmara nesta cerimónia tem a ver com todos os homens e mulheres que prestam serviço nesta instituição, bombeiros e não bombeiros, que contribuem para fazer dos BVAC uma referência no auxílio ao próximo”. E acrescentou: “Permita-me que acrescente que as nove corporações de bombeiros do concelho de Sintra representam para a Câmara um símbolo na prossecução dos objectivos que traçou no que diz respeito à prevenção e socorro de pessoas e bens. Constituem uma parte importante do elemento de Protecção Civil, mas não só”, e reafirmou que “a Câmara Municipal de Sintra continuará a apostar no apoio financeiro às corporações de bombeiros do concelho de Sintra”. E dirigindo-se ao presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses e ao Comandante Operacional Distrital, Marco Almeida frisou: “Quero também dizer-vos que as corporações de bombeiros estão a seguir às Juntas de Freguesia do concelho na questão dos apoios financeiros recebidos da Câmara Municipal”. “Por fim, uma palavra de felicitação para todos aqueles que aqui foram distinguidos, fazendo votos para que este facto constitua um bom exemplo para aqueles que estando ao final da sala se iniciam agora nesta atitude e forma de estar nos bombeiros e no voluntariado”, acentuou, a terminar, o vice-presidente da Câmara.


Texto e fotos: António Faias

Agualva-Cacém

Bombeiros comemoram 78.º aniversário

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém comemora, a partir do próximo dia 13, o seu 78.º aniversário, com várias actividades, que se prolongam por sábado, dia 14, e pelo dia 15, sendo este o principal das solenidades, com a manhã consagrada a homenagens a vários bombeiros falecidos.
À tarde, a partir das 15.30, realizar-se-á a sessão solene, na qual serão homenageados vários bombeiros da corporação e agraciados os associados com 50 anos de inscrição na associação.

Cacém

Cacém quer investir nas instituições

No dia 30 de Outubro tomaram posse os elementos da Junta e Assembleia de Freguesia do Cacém, que ficaram assim constituídas:
Membros do Executivo – Presidente: José Faustino Mértola de Jesus – (Coligação Mais Sintra); Secretária: Maria de Lurdes Morna Pinto (Coligação Mais Sintra); Tesoureiro: Vítor Manuel Ferreira Maria (Coligação Mais Sintra); 1.º Vogal: Diogo da Rocha Geraldes (Coligação Mais Sintra); 2.ª Vogal: Maria do Rosário Gomes de Azevedo Santos (Coligação Mais Sintra).

Membros da Assembleia de Freguesia – Mesa – Presidente: António Fernando Vilela Pereira (Coligação Mais Sintra); 1.º Secretário – Manuel Fernando Martins (Coligação Mais Sintra); 2.ª Secretária – Maria Henriqueta Valentim Cebola Castelo (Coligação Mais Sintra).

Coligação Mais Sintra: Maria Francisca Pomares Correia Veríssimo, Pedro Miguel Dias Alves, Anabela Ferreira Pinto, Nuno Miguel Costa Almeida.

Partido Socialista: Maria Leonor Gomes Pena Lopes Vieira; Lívio Sebastião de Morais; Carlos Miguel Nunes Casimiro Pereira; Débora Raquel Martins Antunes.

CDU: Maria da Graça Tavares Alves Rodrigues; Isabel Maria Franco Fernandes.

No decurso da cerimónia o presidente reeleito José Faustino relevou a necessidade de obter mais fundos para fazer obra e investir nas associações locais. A oposição PS prometeu estar atenta às necessidades da freguesia.

Fernando Seara, presidente da CMS, presente na assembleia assumiu o compromisso de concluir o programa de requalificação urbana da cidade e de assumir a dívida do Cacém Polis que ronda os 30 milhões de euros.


José Faustino no acto de posse


Foto: José Correia/CMS

Movimento Associativo

Movimento associativo promove assembleias gerais

As associações sociais e desportivas do concelho vão realizar as suas assembleias anuais e convocam para o efeito os seus sócios. Assim:

Cacém – Clube Atlético do Cacém
Dia 20 de Novembro, 20.30h na sede do clube.
Principal ponto da ordem de trabalhos: eleição dos órgãos sociais, para a conclusão do mandato actual que vigora até Maio de 2012.

S. Marcos – Associação dos Amigos de S. Marcos
Dia 14 de Novembro, 14h na sede social.
Principal ponto da ordem de trabalhos: apreciação e votação do orçamento e do plano de actividades para o ano de 2010.

Mira-Sintra – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Mira-Sintra
Dia 28 de Novembro, 14.30h na sede da associação.
Principal ponto da ordem de trabalhos: plano de actividades e orçamento para 2010.

Várzea de Sintra – Os Patarecos – Creche, Jardim de Infância e ATL
Dia 24 de Novembro, 18.30h na sede.
Principal ponto da ordem de trabalhos: plano de orçamento para o ano de 2010.

Albarraque – Centro Social de Reformados e Idosos de Albarraque
Dia 26 de Novembro, 14h na sede do centro.
Principal ponto da ordem de trabalhos: apresentação, discussão e votação do orçamento e do plano de actividades para o ano 2010; eleições dos corpos gerentes para o biénio 2010-2011.

Rio de Mouro – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Rio de Mouro
Dia 14 de Novembro, 14.30h, na sede social.
Principal ponto da ordem de trabalhos: apreciação e aprovação do plano de acção e do orçamento para o ano de 2010; eleição dos corpos gerentes da associação para o biénio 2010-2011.
PARTE DA EDIÇÃO n.º 3812 de 30/10/09


Agualva-Cacém


Jardim-de-infância construído pelo Polis com sinais de degradação





O programa Polis termina no final de Dezembro, depois de oito anos de existência, mas deixa obras por fazer e sinais de degradação no edifício mais emblemático do projecto com apenas três anos.

Agualva - Cacém

Jardim-de-infância construído pelo Polis com sinais de degradação

O programa Polis termina no final de Dezembro depois de oito anos de existência, mas deixa obras por fazer e sinais de degradação no edifício mais emblemático do projecto com apenas três anos.


Quem passeia na zona verde junto à ribeira das Jardas, em Agualva, depara com sinais preocupantes de degradação no único edifício que a sociedade Cacém Polis construiu na nova baixa da cidade e que custou um milhão e cem mil euros. Apesar de ter apenas três anos, o edifício premiado do Jardim-de-infância Popular (JIP) tem parte das grandes janelas rachadas e começa a revelar problemas no revestimento da fachada sul.


O edifício premiado do JIP tem parte das grandes janelas rachadas e problemas no revestimento da fachada sul

“A empresa que colocou os vidros garante que não há perigo, mas os pais questionam porque é que há várias janelas rachadas e nós tememos o eventual efeito de ventos fortes ou de um sismo, porque são vidros muito grandes”, explica Tânia Ferreira, directora pedagógica da instituição que recebe diariamente 160 crianças até aos nove anos. “Em teoria não caem, nem podem ferir, mas já temos dois locais onde se sentem as falhas e para prevenir tapámos com fita-cola”, conta.

No exterior, são as placas de fibrocimento que apresentam sinais de degradação. “Há dias caiu um pedaço de ‘viroc’ no passadiço de acesso ao jardim, mas não acertou em ninguém”, revela a técnica. O material é uma mistura de cimento e madeira que cobre toda a fachada sul virada para a zona de recreio. Mas os problemas de conservação datam desde o primeiro ano de funcionamento, 2006, em que o JIP passou a funcionar no local “sem direito a inauguração oficial”, lamenta a directora Leonor Vieira.

“Ao fim de um ano foi preciso trocar os vidros todos e pouco depois já havia outros problemas, pelo que solicitámos ao dono da obra, a Cacém Polis, que mandasse cá o empreiteiro. Há um ano fizeram as primeiras reparações mas foram embora e deixaram o trabalho a meio”, conta a presidente da direcção.

Quem também lamenta a situação é Nadir Bonaccorso, um dos autores do projecto. “Encaro o problema com tristeza, porque no início foram colocados os vidros errados, talvez por falta de atenção, e o empreiteiro foi obrigado a substituí-los todos. Agora, surgiram as fissuras, que podem dever-se a defeito de fabrico ou má aplicação”, revela o arquitecto, que considera a situação “dolorosa”, porque o edifício bioclimático deveria funcionar como uma montra de tecnologias.

Em 2006 o JIP recebeu a menção especial do prémio internacional de arquitectura sustentável Fassa Bartolo, da Universidade de Ferrara, em Itália, razão pela qual é por vezes visitado por estudantes de arquitectura. “Os últimos vinham dos EUA e tivemos de lhes explicar que o prémio era de arquitectura e não de construção”, ironiza Tânia Ferreira.

Segundo o arquitecto, “a empresa que forneceu o revestimento exterior está a planear substituir as placas danificadas pela má aplicação, porque o edifício também é emblemático para eles”, revela. Quanto às restantes reparações, “cabe ao dono da obra solicitar ao empreiteiro e se este não cumprir fazer uso da garantia bancária”, diz Nadir Bonaccorso. Relativamente aos vidros rachados, “não há perigo nenhum, porque apesar do tamanho [da altura de cada piso] são construídos para não estilhaçar”, assegura.

No entanto, qualquer operação de substituição irá implicar o encerramento do JIP durante alguns dias e um encargo financeiro razoável. “Só os vidros custavam cerca de 150 euros por metro quadrado em 2004, mas é preciso contabilizar também a colocação e o aluguer de gruas”, lembra. Entretanto, a direcção do JIP alertou a Câmara de Sintra, em vez da Cacém Polis, porque sabe que a Sociedade está em liquidação e que todas as responsabilidades vão passar para a autarquia. “O vice-presidente respondeu no final de Setembro que a responsabilidade é da Cacém Polis, mas diz ter conhecimento que o empreiteiro irá iniciar as reparações restantes, embora não adiante prazos”, conta Leonor Vieira.

O autarca não quis adiantar mais informação ao JS, mas fonte da Cacém Polis admite que a sociedade “tem conhecimento das anomalias e já notificou o empreiteiro para que sejam corrigidas ao abrigo da garantia da empreitada”. A mesma fonte revela ainda que “está em curso a transição” da responsabilidade sobre o edifício para a Câmara de Sintra, embora também não adiante prazos.

Polis Cacém extinto em Dezembro com obras por fazer
Em 2001, a conclusão do Polis Cacém chegou a ser anunciada para Maio de 2006, mas os trabalhos só arrancaram em Maio de 2004 e este prazo foi sendo adiado. Actualmente apenas se conhece a data de extinção da Sociedade Cacém Polis, a 30 de Dezembro próximo. Após um investimento que ultrapassa os 120 milhões de euros, as obras por fazer e os bens do Polis passarão para o accionista minoritário, a Câmara de Sintra, que detém 40 por cento do capital da sociedade. No papel continuam o novo edifício de serviços da “Nova Baixa” e o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental. Está também por acabar a passagem inferior sob a linha de Sintra, junto à Avenida dos Missionários, cujas obras foram abandonadas há mais de um ano, mas neste caso a Câmara de Sintra já negociou a conclusão do túnel com a Refer, empresa que até 2012 está a construir ali perto a nova estação ferroviária da cidade. Nos últimos anos, a autarquia recepcionou as obras concluídas, como os Parques Lineares e Urbano, duas das zonas verdes recuperadas pelo Polis. Mas o edifício do JIP, apesar de concluído há três anos, continua na posse da Cacém Polis, que mantém um contrato de cedência com a instituição de solidariedade social que gere o jardim-de-infância.

texto e fotos: Luís Galrão

Cacém

Foi inaugurado um parque de estacionamento público

O Cacém, uma das freguesias com maior densidade populacional e com grandes carências de estacionamento conta, desde o dia 18 de Setembro, com mais um parque de estacionamento público, inaugurado pela autarquia. O novo parque é coberto, tem dois pisos, a lotação é de 250 lugares e até ao final de Setembro foi gratuito. A partir de Outubro serão praticados preços compatíveis com aquela zona: 0.30E nos primeiros 15 minutos e 0.10E nas fracções seguintes de 15 minutos, até um máximo diário de 3E. O parque terá também um regime de avenças, salientando-se que comerciantes e residentes terão acesso a preços especiais: para comerciantes 25E por mês, das 8h às 22h e para residentes 25E mensais por 24h diárias ou 15E mensais pela modalidade nocturna (das 20h às 10h durante a semana e ao fim-de-semana por 24h).

Fonte: C.M.S.

Cacém - Autárquicas 2009


Cacém
É a segunda maior freguesia da cidade de Agualva-Cacém, mas tem apenas 217 hectares. Tem uma das densidades populacionais mais elevadas do concelho, com uma população que rondará os 24 mil habitantes.


Candidatos à freguesia querem mais qualidade de vida


Os quatro candidatos ao Cacém concordam que a cidade precisa de mais qualidade de vida e lamentam o atraso das obras do Polis. Outras prioridades são a segurança e os apoios sociais.

O programa Polis, a qualidade de vida e a segurança foram os temas escolhidos pelos quatro cabeças de lista à freguesia do Cacém no debate promovido pela Rádio Clube de Sintra, Rádio Ocidente e Jornal de Sintra. Mas a conversa fica marcada pelas acusações do PS ao actual presidente José Faustino, que acabou por reagir com indignação.

“Custa-me ver o Programa Polis, um marco histórico que está votado ao abandono e não vejo da parte da Junta qualquer interesse, não vejo o presidente a lutar”, afirma Leonor Vieira. “Um presidente de junta tem de estar presente e este tem sido muito ausente, talvez por razões da vida particular, esteve fora muito tempo e a junta foi praticamente gerida por email”, acrescenta.

As acusações indignaram o autarca, que exigiu explicações. “É uma vergonha e no dia 11 de Outubro os cidadãos vão responder à provocação. Está aqui para dizer mal de mim, mas não admito que diga mentiras. Quando é que a Junta foi gerida por email?”. A candidata responde que o presidente “esteve muito tempo ausente no Brasil”. “Os seus funcionários diziam que para falar consigo só por mail”, acrescenta.

A intervenção enfurece José Faustino, que chega a ameaçar abandonar o debate. “Não admito estes ataques pessoais. Isso é algum problema legal? E o facto de a minha mulher ser brasileira é algum problema? Tenho de lhe dizer que a minha família é muito importante”, exclama, justificando que foi ao Brasil de férias e visitar a família.

Mas Leonor Vieira insiste nos ataques e acusa-o de não viver no Cacém. “Fala-se que vendeu o seu património e já não vive cá”, diz. Faustino volta a defender-se e revela que viveu 33 anos na Rua de Angola, património dos pais, que de facto vendeu. “Vendi o apartamento depois de falecerem e actualmente resido na estrada de Paço de Arcos, na minha freguesia. E não é por deixar de morar cá durante cinco anos que gosto mais ou menos do Cacém”.

A discussão teve de ser interrompida por Nuno Frade, do Bloco de Esquerda, e Graça Rodrigues, da CDU, que tentaram recentrar o debate nos problemas da freguesia. “O BE concorre pela primeira vez ao Cacém com um projecto para melhorar a mobilidade, abraçar o ambiente e o ordenamento do território e a qualidade de vida”, revela. O BE quer “que o Cacém não seja apenas um subúrbio onde as pessoas vêm dormir porque não têm dinheiro para comprar casa noutro sítio”, explica.

A CDU tem objectivos semelhantes. “O Polis contribuiu para melhorar a cidade, mas temos de continuar a requalificação urbana. Quero contribuir para que haja mais qualidade de vida, para que as pessoas gostem de residir cá e para que haja mais convívio, proximidade e vizinhança e não sejamos apenas uma selva de betão onde não se conhece o vizinho da frente”, revela Graça Rodrigues.

Já os socialistas lamentam que “haja cada vez mais pessoas a sair da cidade” e que o parque subterrâneo junto ao mercado, com mais de 200 lugares, continue por abrir. Em resposta, o actual presidente afirma que “as pessoas esquecem-se que o PS tem uma enorme responsabilidade no Polis, que não tinha defeitos quando foi aprovado por unanimidade”.

“A senhora faz de conta que o PS não esteve 12 anos no poder antes de eu chegar. E ainda tem a distinta lata de dizer que não cuido dos cidadãos e não estou preocupado? Quando luto, diligencio o dinheiro e vou efectuar a obra?”, pergunta o autarca ao PS. No entanto, José Faustino admite algumas falhas. “Agora que está implementado, verifica-se que há situações que devem ser reformuladas. No estacionamento, a Junta insistiu desde o primeiro momento junto da Câmara, não só para a abertura do parque mas também para que a obra da praceta João de Deus fosse concluída”, exemplifica.

Falta recuperar o ex-líbris da freguesia
O autarca colocou ainda várias questões aos outros candidatos, por considerar “importante não dizer generalidades, porque todos concordam que é preciso mais saúde, educação, escolas, mobilidade”. “Sabem qual é o orçamento da Junta? Não estamos num concurso de magia em que nas campanhas tiramos da cartola soluções para tudo”, desafiou. CDU e PS arriscaram 750 mil euros, enquanto o BE admitiu desconhecer o valor. “Em 2008 foram 970 mil euros. E é este dinheiro que tenho de gerir. Peço desculpa de ter colocado a questão, mas é importante que se perceba se os candidatos sabem o que podem gastar”, rematou.

O debate tocou ainda temas como o apoio social, matéria em que CDU e PS louvam o trabalho da junta com a terceira idade, embora considerem que ainda há lacunas. “Não há onde deixar as crianças, há falta de creches e jardins-de-infância, por isso iremos promover a abertura de uma creche 24 horas em parceria com as associações”, avança a CDU. Outra área onde há consenso é na necessidade de recuperação da Quinta Ribeiro de Carvalho.

Os candidatos estão preocupados com o estado de abandono deste “ex-líbris” da freguesia. “Tudo farei para que a Câmara adquira a casa, a recupere e se faça dali uma biblioteca ou uma casa de cultura, porque não temos nada desse género e precisamos urgentemente”, promete Graça Rodrigues. A ideia colhe o apoio do BE. “A cidade necessita de uma biblioteca que seja um espaço agradável e a Casa Ribeiro de Carvalho pode desempenhar muito bem esse papel”.

A nível da segurança, os candidatos defendem a construção de uma esquadra da PSP na freguesia (PS) e menos mudança nos comandos da Polícia (CDU). O PS também quer uma loja do cidadão e o BE pede a dinamização do auditório António Silva e que “não se deixe que o espaço da Melka caia na mão de grupos de supermercados”.


«Infelizmente o Cacém ainda não está completo e tenho o empenho, o saber e a vontade para me dedicar à minha terra» José Faustino, Coligação Mais Sintra



«Quero mimar o Cacém, dar-lhe uma lufada de ar e torná-lo um local aprazível para se viver com a ajuda de toda a gente» Leonor Vieira, PS



«É um desafio e uma missão, mas com trabalho e dedicação irei contribuir para que a população tenha mais qualidade de vida» Graça Rodrigues, CDU



«Temos ideias novas e defendemos um projecto de ruptura com os lobbies da construção anárquica e do imobiliário» Nuno Frade, BE



texto e fotos: Luís Galrão

Cacém


Jovens em defesa dos utentes do Hospital Amadora-Sintra


A Juventude Social Democrata (JSD) do Cacém criou recentemente uma petição acerca dos serviços prestados no Hospital Amadora-Sintra, com o objectivo de ressaltar a importância dos cuidados de saúde, que “deve constituir uma prioridade para os poderes públicos” e cujos serviços prestados “devem ser da maior qualidade”, e propondo um debate para que sejam discutidos os problemas naquele hospital.

Dia 5, sábado, nova recolha de assinaturas no Shopping Cacém
Será promovida hoje, dia 5 do corrente, uma recolha de assinaturas para a petição, junto ao centro comercial Shopping Cacém, das 10h às 12.30h.

Algumas das críticas feitas pela JSD prendem-se com o facto de que o número de utentes atendidos no Hospital é, desde Janeiro deste ano, mais do que o dobro do previsto aquando da sua criação sendo que, hoje em dia, é o “hospital que mais doentes atende em todo o país”, tornando maiores os tempos de espera, especialmente nos “serviços de urgência da instituição, que deveriam, por sua natureza, ser céleres e funcionar de modo eficiente”.

O partido critica também o Governo, considerando que este “tem acolhido, apostando em projectos megalómanos e descurando os serviços básicos que deve prestar aos seus cidadãos, em particular o desfavor manifestado em relação aos cuidados de saúde”, bem como aponta a insuficiência de estruturas e equipamentos “para dar resposta os casos de gripe A que se adivinham” insuficientes, considerando que as dificuldades que o Hospital enfrenta poderão pôr em causa os cerca de 700.000 utentes que ele serve.

texto: Vanessa Sena Sousa
foto: JSD